terça-feira, 29 de julho de 2008

Tudo de mim



















Assim, dia sem chuva
Vou andando nas ruas
Perdido em mim mesmo
olhando em volta, 
Esse mundo é um estranho
Me olha nos olhos
E vende minha alma
Por poucas fagulhas de alegria

Poderia ser um novo tipo de deus
Ou mesmo mártir de meu próprio sofrer
Se te dissesse como te amo
Ou se te amasse como digo
As feridas levam sempre a caminhos perigosos
Doce escuridão que abraça essa luz frágil
A sua cadeira ainda balança
Parece uma dança de todos esses fantasmas e sombras

Meu inválido sangue corre nas suas veias gentis
Reproduz seu pranto, uma espécie de acalanto
Eu te vejo entre todas as artes
Como obra de mãos eternas, mas filha de seio mortal
De todas ela é a mais bonita
De todas é a mais rica
Não tem olhos nem cabelos
Não tem onde morar, e vai errando pelas esquinas

Tem asas mas não é anjo
Tem medo mas não é homem
Tem lágrimas mas não é vítima
Tem sangue, mas anda em morte
Vai se perpetuando na poesia dos coitados
Seres "não-seres" que vagam na história
Vai ninando o fruto do berço gélido
Sofrendo em risos, rindo chorando

Nasce  diariamente para o próprio fim
Vai se tornando poeira e caminha no vento
Ainda chora, por que a inocência persiste
Mas a imagen a engana, e proclama seu ideal
Profanaram sua casa, prostituiram seus sonhos
Apagaram seu rosto, tão belo e sereno
Sufocaram seu canto, tão sincero e leal
E vive assim, fagulha das florestas de seu proprio coração

!!!

Acordo, releio meus devaneios
Sua face ainda está lá, eternizada na parede
Te olho de longe, e é assim que sinto... distância
Que algum dia eu possa me perdoar,
Por ter me doado tanto pra tanta coisa
e ter esquecido de me doar para mim!!!

[E. Cinelli]

Um comentário:

Gi Burbaite disse...

SAUDADEEEEEES!!!!

Ei eu quero ver as músicas novas e tudo mais! E me avisa dos shows, pra eu me programar pra ver vcs tocarem... saudades imensas poxa...
Teu msn é o mesmo ainda?!

Se cuida!

beijooooos