quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Novo post no Recanto das Letras

quinta-feira, 5 de agosto de 2010




Eu, sinceramente, cansei da maioria dos pensamentos
Eu declaro morta toda religião e crença Dane-se o sentido etéreo da vida, eu já não me importo Fui percebendo toda encenação, pra cada céu, um lindo inferno As estrelas deram as mãos, e dançavam enquanto nos matávamos
(Everton Cinelli)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

terça-feira, 6 de julho de 2010

Bem, eu admiti pra mim mesmo que não tenho problema algum, que determinando minha conscienca a correlativar toda a circunstancia, talvez seja um fiapo de ideologia incomodando o dedo do corpo generalizado..

Assumi não subtrair a culpabilidade que me é empregada e a organizar minha mente através do macrocosmos de todo um sistema...

Tentei onipresenciar-me em meu ser, buscando falhas, sulcos, buracos em miha alma...

Ainda me vi a tempo de me libertar da teatralidade da dor e da angústia, tudo tende a isso...

Eu, pobre poeta, aprendiz de ser, vou mudar o rumo da minha existência...

(Everton Cinelli)

quinta-feira, 1 de julho de 2010



[Everton Cinelli]

... Era noite ainda
E eu olhava pras paredes
Havia sinais, algumas sombras
A triste mancha na minha vida
Eu recorri ao pintor do universo
Mas as marcações estavam lá
Como veias enegrecidas
Onde circulavam o sangue negro de minhas decepções

Anjos distorcidos me perscrutaram a alma
Julgando serem deuses dessa verdade ensangüentada
Mas os passos do homem giram em torno do erro
Um dia todos nós seremos vítimas de nossas ações
A diferença está sempre no tipo de semente que deixamos
Quem é que pode medir o próximo?
Quem pode me ouvir gritar?
... Ainda noite, morro em morte de vida!

terça-feira, 22 de junho de 2010

O mundo poderia estar vazio hoje, sem uma vida podre sequer vagando existencialmente pelas ruas. Eu poderia sair a tarde, sem medo de chorar e ser notado. Talvez toda essa estupidez se dissiparia... A arrogância, a ignorância... Quem sabe eu cantaria uma canção com algum tipo de amor... Por quê se esforçam tanto em me tirar o meu pouquinho de paz? Por quê não vivem suas vidinhas com sentidos superficiais e então procriam mais seres sem ética??? Por quê simplesmente não enchem o covil de mais ervas daninhas??? Está cada vez mais complicado sobreviver respirando esse ar pesado, rarefeito, sujo... Essa minha gota de eternidade, que vaga pelas minhas veias, está morrendo dia pós dia...

Não tema, por que o único mal é você mesmo!!!



Sem muito a dizer!!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Besteira!! te disseram tudo isso, você como um papagaio de pirata, repetindo tudo o que te disseram. (hahahaha) E você pensando que estava mudando o mundo!
Pois então mais uma morna manhã..hum... deixa eu abrir aqui o armário e ver qual máscara visto hoje...hummm, acho que essa de jovem promissor serve!!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Menina

(Everton Cinelli)


Ah menina, te falaram dos dias escuros?

Te falaram do ciclo infindável dessa vida estranha?

Te ensinaram a entender as dores desse tempo?

Estenderam mão amigas nas silentes ventanias?

Você vai vagarosamente descobrindo os códigos da vida

Os pisos secretos dessa imponente irrealidade

Vai tomando gosto por esquecer, por se deixar levar

Aos poucos a vida vai te parecer satisfatória, mesmo sem respostas

Você vai deitar, e antes de dormir vai chorar sem notar

Não se culpe, ser fraco é o símbolo maior desse tempo

Por que, afinal, você não pode mudar o mundo

Ou pode?

Um dia você senta num banquinho de praça

E tudo fica em câmera lenta, sem som, sem cor

E você começa a pensar em tudo que não é

E o que sobra te diz o que és... Sobra pouco!

Já não adianta olhar nos rascunhos que fez de si

Por que o tempo passou e você mudou por tantos motivos

Mas a vida é a mesma, não mudou nem um pouquinho

Flores e medo, trevas e desejo... Olhe pela janela!

Ou você vai mudar tudo a sua volta

Ou tudo a sua volta vai mudar você

Vê esse novo dia?

Corra! O tempo não vai esperar você!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Hoje eu estava olhando algumas fotos, sentindo algumas saudades, todas bem diferentes umas das outras. Percebi que o tempo não tem nada a ver com a distância, que, se quizermos nunca nos perderemos de vista.
Mas a gente vai se acostumando a não querer ter culpa, a negligenciar nossa propria existencia. Vai descobrindo formas de dizer que alguns momentos significam pra sempre, mas só a dor dura tempos e tempos, a alegria morre cedo!

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010



Você vai vagarosamente descobrindo os códigos da vida
Os pisos secretos dessa imponente irrealidade
Vai tomando gosto por esquecer, por se deixar levar
Aos poucos a vida vai te parecer satisfatória, mesmo sem respostas
Você vai deitar, e antes de dormir vai chorar sem notar
Não se culpe, ser fraco é o símbolo maior desse tempo
Por que, afinal, você não pode mudar o mundo
Ou pode?

Everton Cinelli

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010




Olhei pra dentro hoje: vertigem moral.
Estúpido brilho nos olhos chorosos

... Novos dias estão vindo ae
Vamos mudar o mundo!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010



Olhe em volta
Mas não apenas hoje
Observe o quanto é observado
Note quantas vezes nada mudou
Dia após dia tentando se convencer
Um segundo, a tempestade
O cheiro do novo, do absurdo
Três folhas sobre a escrivaninha

Através da vida, indo pelas noites
Abstratas crenças, alimento podre
Mas ainda é simples, ainda é tudo
Espero ainda, sedento na escada

... Volte, volte das estrelas!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010





Tudo bem, eu bebo essa última lágrima
Mas na taça de seus anos juvenis
Ao custo de seus sorrisos infantis
Na singeleza das manhãs de primavera

... Foi meio estranho acordar
E sentir esse vazio novamente
De alguma forma hoje está mais vazio que ontem
... Perpétuo anjo da loucura
A música entrou pela casa
Era ainda cedo e tão tarde
Fui amargando a beleza dessa dor
Desenhando em nuvens as lágrimas do céu

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010



[Everton Cinelli]

Não havia voz naquela boca ressequida
Nem uma bela música pra um dia de verão
Não existiam muitos motivos nem necessidades
Pra que aqueles serenos olhos perdidos olhassem pro alto
Ela ia dirigindo ao luar, nas entranhas da noite-mãe
Com o ar cantando fora dos vidros
Era sua única amiga, era sua única irmã
Amargava as dores de forma solitária e fria
Abraçava o fruto de seu ventre maternal

Esse seu mundo em retalhos
Prostituído por ela mesma
... Foi se vendendo pra si
Atravessando os longos anos
Acreditou no amor
Acreditou na beleza da dor
Parecia que era mártir de sua própria redenção
Mas apenas criança, apenas sombra, morria

Morria sozinha, petrificada em seu silêncio eternal
Era fruto de suas próprias descrenças na vida
Intimamente amante da perda, amante condenada à escravidão
Sub-julgada, psicologicamente violentada
Moeda corrente de suas trapaças interiores
Vinho amargo da mesa onde servem seus sonhos infantis
Freguês de um tempo desgostoso
Amiga fiel dos dias de ilusões, dos dias perdidos

Vai adoecendo devagar, degustando essa vida escura
Desde suas células
Tudo tão insensato, imperdoavelmente nu
Sem iluminação, erudição ou elucidação
Sacrifício iníquo, são esses seus dias
Pó de estrelas, fagulhas do porvir
Ainda inocente, peca!
Ainda eterno, morre!

Voe, voe livre... O céu é teu!

sábado, 13 de fevereiro de 2010




Passantes... Pedintes... Pessoas... Almas... Nada!
No meio da multidão habita a mais profunda, silenciosa e mortal solidão
Hoje eu observei a quietude dessas aves sem céu, sem vento
Todas ao redor de si mesmas, mas não se protegendo, e sim fugindo dos outros
Amores que nascem no dia e somem na noite
Ódios que persistem, vão se alimentando dos espectros da dor
E todos estão assim, todos nós estamos assim: famintos!
Famintos por amizade, por carinho, por lealdade, por eternidade

Ao meu lado o menino chorava, ninguém escutava
Ele queria um boneco, a simples mecânica que liberta a imaginação
Mas é apenas uma criança, apenas uma partícula... Célula não-ativa
Na rua: são apenas meninos, são apenas sombras... Eles choram nosso sorriso
Silenciaram o pobre espírito, prostituíram os seus ideais
Não vai ser a comida, nem um agasalho, nem mesmo nosso dinheiro
Nada disso vai inserir luz na vida desses “malditos por definição”
E o que mais dói é que, aos poucos, isso começa a não fazer diferença

Ecoava na mente:

Vai viver sem depois?
Vai fingir que não viu?
Esquecer quem se foi?
Amargar os dias frios?
Vai cantar sem sentir?
Vai amar sem querer?
Vai plantar sementes sem vida e esperar morrer?

... Não! Não se deixe vencer!