quarta-feira, 27 de abril de 2011

AeternA Blog






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Hoje, eu, apenas eu!


Um longo dia esse, aliás, mais um longo dia. Eu fiquei nessa expectativa estranha, numa espera por esse contato extra-físico, por uma resposta transcendente aos meus sentimentos recém-descobertos. Um romântico apenas, solitário em missões intra-entrópicas, ainda um menino buscador de estrelas, esmoleiro de amanhãs, caçador de ventos. Quem sabe um dia seu coração venha a bater meu nome!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

AeternA Infinite Rock





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terça-feira, 19 de abril de 2011

À Sereia do Mar da Madrugada


À Sereia do Mar da Madrugada

(Everton Cinelli)


Hoje, diferente dos outros dias, eu estou bem

Não que seja um discurso pouco prático de um degenerado

As minhas asas sujas tocaram sua face límpida

Nessa noite única, de uma vida comumente anormal

Você, anjo da madrugada, trouxe luz a esse desencantado vale

Nem deve saber como, por que pensa estar na escuridão

Mas você é luz pura e intensa, queimando as sombras

Trazendo de volta à vida, esse soldado do tempo

Eu olhava seu sorriso e você nem via

Perdida no tempo-espaço, olhando dentro do vento

Sua voz era suave, uma música linda

Ali, deitada na minha frente, eu comecei a acreditar em sereias


Esse e mais textos no Recanto das Letras

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terça-feira, 12 de abril de 2011

Nibiru

NIBIRU

1. Nibiru é um de muitos planetas que orbitam uma Estrela Escura (Dark Star) ou Anã Marrom (Brown Dwarf). Esta Estrela Escura tem ao todo sete planetas: cinco pequenos, Homeworld (o sexto planeta, do tamanho e similar à Terra) e Nibiru, o sétimo planeta - embora haja dúvidas se seja realmente um planeta.

2. Quando a Estrela Escura fica no periélio (posição mais próxima do nosso Sol), entre 60 e 70 AU (AU = Astronomical Unit - unidade astronômica igual à distância média entre a Terra e o Sol. aproximadamente 150 milhões de quilômetros, ou 500 segundos-luz / 8 minutos-luz), a órbita de Nibiru, que fica a 60 AU da Estrela Escura, possui uma órbita suficientemente alongada para atravessar nosso sistema solar, geralmente nas proximidades da órbita de Júpiter, apesar dessa órbita poder variar.

3. A inclinação orbital de Nibiru é cerca de 30 graus em relação ao nosso plano solar ou da eclíptica. Quando Nibiru atravessa nosso sistema solar em movimento retrógrado (sentido oposto em relação aos demais planetas) gera gigantescas e generalizadas perturbações electromagnéticas que afeta os corpos celestes próximos.

4. Quando Nibiru aproxima-se do nosso sistema solar interior, ele acelera rapidamente por debaixo da eclíptica, passando atrás e por baixo do Sol antes que ele passe para cima da eclíptica num ângulo de 33 graus.

5. Do polo sul ou extremo sul da Austrália, Chile ou Argentina, Nibiru será visto pelas pessoas - a partir de 15 de maio de 2009 -
como uma estrela vermelha brilhante do tamanho aproximado da nossa Lua. Ele estará se movendo de baixo - a partir da órbita da terra - para cima.

6. A partir de junho de 2011, todos na terra poderão ver Nibiru a olho nú.

7. Em 7 de setembro de 2012, dia em que Nibiru estará mais próximo da terra: somente a 1,4636 UA (219,6 milhões de quilômetros - 731,8 segundos-luz / 12,20 minutos-luz).

8. Em 21 de dezembro de 2012, Nibiru estará a 2,7950 UA (419,3 milhões de quilômetros - 1.397,5 segundos-luz / 23,292 minutos-luz) da terra. Esta não é uma data crítica para o planeta terra.

9. Em 27 de abril de 2013, entre as 6 horas da manhã até às 11 horas da noite, Nibiru estará a apenas 1,5720 UA (235,8 milhões de quilômetros - 786 segundos-luz / 13,1 minutos-luz) da terra, se afastando continuamente dessa parte da galáxia até regressar novamente em aproximadamente 5614.

Acádia

Acádia foi uma das mais famosas cidades mesopotâmias, cuja riqueza, esplendor e gloriosos soberanos seriam recordados por milênios; e ainda tem muita coisa a ser identificada e escavada. Não dispomos ate hoje de registro arqueológico da existência da cidade, nem depósitos de fundações, nem arquivos, nem sepulturas, nenhuma seqüência estratificada de entulho, nenhum remanescente arquitetônico, nada de tijolos com inscrições para identificar o local Mesmo assim, a realidade de Acádia como a nova capital de um estado fundado por Sargão nunca esteve em dúvida porque o nome da cidade aparece em documentos escritos a partir da se¬gunda metade do terceiro milênio, provenientes de outros sítios arqueológicos mesopotâmios, além das freqüentes referências a Acádia na literatura cuneiforme, em augúrios e títulos régios. Acádia era conhecida como o centro do mais bem-sucedido império jamais visto, o qual se estendia aos quatro cantos do mundo. Tão prestigioso era o seu nome que os reis babilônios intitularam-se “rei de Acádia” até o advento do período persa.

Os mais eminentes reis de Acádia foram figuras de lendário renome que assumiram uma importância paradigmática como singularmente vitoriosos ou calamitosos. A literatura cuneiforme sobre Acádia e seus reis é um notável exemplo de reflexividade histórica e política. Nas palavras do estudioso americano Piotr Michalowski, ‘Acádia tomou-se o veiculo de meditações textuais sobre historia, realeza e poder”. Por isso, é importante, observar mais de perto esse valiosíssimo gênero de literatura cuneiforme e examinar de forma um tanto circunstanciada os antecedentes históricos que informam o desenvolvimento de um estado central e a instituição da realeza.

Inscrições reais acadianas: Os primeiros registros históricos?

A maioria das fontes sobre a historia do império Acadiano está preservada em plaquetas escritas cerca de quinhentos anos após os eventos, durante o período Babilônio Antigo (c. 18OO-1éOO). São cópias das inscrições reais originais dos primeiros soberanos acádios, como Lugalzagesi de Uruk, Sargão, Rimuch, Manichtusu e Naram-Sin, abrangendo um período que vai de c. 237O a 2223. Essas cópias foram colecionadas sob a forma de antologias, duas das quais estão preservadas. As inscrições originais estavam escritas em estátuas e estelas que se encontravam outrora colocadas no pátio do templo de Ekur em Nippur e foram compostas em sumeriano ou Acadiano, e em versões bilíngües. Os escribas do Babilônio Antigo não só copiaram fielmente as versões originais, como também anotaram nos colofões o tipo de monumentos de onde tinham sido copiadas. Foram muito admiradas nessa época como os primeiros e mais veneráveis exemplos do gênero, e estudantes anotaram e decoraram excertos dessas inscrições reais Acadianas. Assim, elas influenciaram o estilo e o formato da tradição subseqüente. Entretanto, além das antologias em babilônio antigo, foram encontradas algumas estátuas com inscrições originais, como as que o rei elamita Chutruk-Nahunte I(1185-1155), ávido colecionador de monumentos históricos, tinha levado para Susa, no Sudoeste do Irã, onde arqueólogos franceses as encontraram.

As inscrições reais são interessantes não só por causa de sua informação histórica, suas descrições de batalhas e conquistas, mas também por sua pertinência política como instrumentos de propaganda real. As primeiras inscrições reais desenvolveram-se a partir do costume de dedicar objetos de valor a um deus. Essa era uma antiga tradição, como foi provado pelo rico inventário dos templos pré-históricos em Eridu. Entretanto, um doador podia fazer um registro permanente de sua dádiva na forma de uma mensagem gravada no objeto. A mais antiga ate hoje encontrada, de c. 2éOO, escrita num vaso de alabastro, registra simplesmente o nome, o título e a cidade onde vivia a pessoa que fez a doação:

“Mebaragesi, lugal (rei) de Quich.”

Outra diz: ‘A (o deus) Zababa, Uhub, príncipe de Quich, filho de Puzuzu, conquistador de Hamazi, dedicou (este vaso).”

A primeira “inscrição” real consiste em apenas três palavras. É sintomática, porém, de uma nova prática: perpetuar a memória do indivíduo e o seu elevado status — o vaso de alabastro torna-se o recipiente da memória. Além disso, as inscrições ligam freqüentemente a conquista militar ao ato de oferecer, visto que pelo menos alguns dos despojos da vitória eram oferecidos aos deuses como sua parte do butim e, ao mesmo tempo, transferidos para a custódia do templo. Que isso era um privilégio é enfatizado pelo uso de título, o que subentende poder político (“rei”). Parece que apenas as pessoas que tinham assumido o cargo supremo perpetuaram sua memória através de uma inscrição num objeto de valor simbólico. É claro que, no contexto da burocracia, muitos nomes eram registrados rotineiramente, como foi demonstrado pelos mais de oitenta nomes de funcionários letrados de Churupaque, mas tais listas não podiam ser consideradas um registro de existência individual e, como vimos, os arquivos eram regularmente esvaziados e as plaquetas descartadas.

Além do sucesso militar, as inscrições reais também comemoram a inauguração de edifícios cuja construção foi patrocinada pelo rei: “Para Ninhursaga, quando A-anepada, rei de Ur, filho de Meskalamdug, construiu o templo de Ninhursaga, ele conduziu a carruagem sagrada, a vida de A-anepada, ele lhe dedicou esta taça.” Os reis com freqüência faziam o seu próprio registro como os construtores de monumentos públicos ou os restauradores da estrutura arquitetônica de templos. A doação de valiosos objetos ou a inauguração de um templo restaurado ou recém-construído eram, sem dúvida, ritualizadas como um espetáculo, como uma forma de desfile da vitória, por exemplo, culminando talvez com a entrada do vitorioso comandante das tropas no santuário para depositar alguns dos despojos de guerra como oferenda aos deuses da cidade; ou como um festival sazonal do qual o soberano participa cumprindo suas mais espetaculares manifestações votivas. Em tais ocasiões, os textos inscritos nos objetos podem ter sido lidos em voz alta, e pelo menos alguns desses monumentos inscritos podiam destinar-se a exibição pública. Isso teria envolvido, implicitamente, a necessidade de levar ao conhecimento do público o texto inscrito, pois, se nem todos eram realmente capazes de o ler, a sua versão oral estaria de alguma forma acessível a todos.

Ao mesmo tempo, continuou a prática de dedicar aos deuses artefatos menores, como vasos, armas, estatuetas ou plaquetas feitas de material precioso, com a idéia de que eles se destinavam essencialmente a atrair a atenção dos deuses; eram muitas vezes escondidos ou depositados no miolo da alvenaria de tijolos do edifício a fim de participar da declarada vida eterna do templo. Com freqüência, as inscrições são endereçadas a um futuro rei que poderia deparar-se com elas no decurso da renovação de um templo, exortando-o a tratar o objeto com respeito e a não o remover de seu lugar original.

No final do Primeiro Dinástico, as inscrições reais “públicas” tinham adquirido a extensão de muitas centenas de linhas. Serviam não só pana comemorar o nome, o titulo e os feitos de um poderoso governante local, mas também tinham o propósito de influenciar a opinião publica da geração presente e das futuras. Houve tendência para tratar a informação “histórica” das inscrições reais como factuais e idôneas, mas, em anos recentes, os aspectos propagandísticos das inscrições reais receberam rigorosa atenção, numa reação contra a interpretação muitas vezes excessivamente literal de tais fontes como dados históricos primários. As inscrições reais eram produzidas sempre que um soberano tinha a sua disposição pessoal letrado e treinado para produzir tais textos, o que não era um subproduto automático da realeza. Na verdade, a colaboração com escribas experientes era uma indicação de estabilidade política. Com o transcorrer do tempo, quando um grande número de antigas inscrições reais de épocas anteriores ficou acessível pana estudo — como no período Babilônio Antigo —, elas informaram a imagem popular da realeza, a qual pode então ser manipulada pela elite educada a fim de exercer um pouco de controle sobre possíveis excessos do poder central. No período Acadiano, os escribas a serviço de governantes desempenharam a função de “ideólogos”; sua tarefa consistia em desenvolver argumentos para contra-atacar a oposição de outros grupos que resistiam as forças de controle central; eles tinham que justificar uma nova forma de governo que concentrava todo o poder nas mãos de um rei.

No final do Primeiro Dinástico (c. 237O), as inscrições de Lugalzagesi, que se intitulava rei de Umma, sintetizam a antiga atitude e, ao mesmo tempo, preparam o caminho para uma nova era. O seu primeiro texto num vaso de prata confirma as fronteiras de Shara, a deusa tutelar de sua cidade Umma; que os deuses de sua cidade, em conjunto com os outros grandes deuses da Suméria, o tinham escolhido para ser o governante, na verdade, tinham-no criado e alimentado para cumprir o seu destino: conquistar Quich e restaurar as fronteiras de sua cidade. Também cumula de maldiçoes quem quer que, em tempos futuros, viesse a profanar essas estelas.

A sua segunda inscrição, preservada em numerosos fragmentos de vasos de calcita, apresenta uma visão idílica e pastoral da paz e do bem-estar de que todo o pais desfruta sob o seu reinado: as estradas são seguras “do Mar Inferior ao Mar Superior”, o terror foi eliminado, “as pessoas irrigam alegremente os campos”; Uruk passa os seus dias num ambiente de felicidade, “Ur levanta a cabeça para o céu como um touro, Umma ergue um braço em direção ao céu.” A oração final pede aos grandes deuses que lhe prolonguem a vida, “para fazer o povo germinar como grama”, tornar prósperos os estábulos celestes e de permanecer para sempre “o primeiro pastor e irrigador do campo”. Essa cena bucólica, entretanto, só podia acontecer graças a incontestada supremacia de Lugalzagesi, “rei de todo o pais”, a quem os grandes deuses escolheram para ser “o supremo administrador dos deuses”. É ele quem intercede junto aos deuses, quem sacrifica e faz libações no santuário de Enlil em Nippur. A responsabilidade por todo o pais esta, assim, nas mãos de um poderoso rei. Legitimado pelos grandes deuses, e o senhor supremo e a terra esta em paz.

Para apreciar as diferenças na interpretação de soberania, governo e administração pública, precisamos examinar a terminologia de títulos de elite e, em especial, as implicações do termo lugal.

Lugal e a Ascensão da Realeza

O exame de títulos e nomenclatura de cargos é notoriamente difícil, sobretudo se levarmos em conta que, com o tempo, foram surgindo diferenças regionais, assim como mudanças de significado. No período Uruk, o cargo supremo parece ter sido ocupado por uma pessoa que era a única a ter o direito ao titulo de en. De acordo com a analise de Charvat, até o mais alto cargo da hierarquia uruquiana fazia parte da “administração pública”, embora não fossem registrados os nomes das pessoas que desempenhavam o cargo de en, nem houvesse sinais de ostentação ou acumulação de riqueza. Durante o período Fara, o cargo de en parece ter mudado pana a esfera religiosa; uma análise dos textos econômicos sugere que as principais obrigações do en nessa época estavam relacionadas com o culto, em particular nos rituais de fertilidade. Nas tradições literárias posteriores do período Babilônio Antigo, uma pessoa tornava-se en pelo “casamento” com a deusa Inanna. Esse conceito de legitimação do domínio através do consentimento divino converteu-se num importante fator na ideologia do governo mesopotâmio. Parece ter-se difundido muito durante o Primeiro Dinástico. Ao mesmo tempo, o lugal (o termo significa algo como “chefe”, “maioral”) tomou-se mais importante. Durante a era Uruk, aplicava-se a um supervisor de pessoal, claramente subordinado ao en. No final do período Uruk, especialmente em Ur, ele parece ter assumido maiores responsabilidades e se tomado um líder espiritual e secular.

A ascensão da casa patriarcal, a acumulação de capital na forma de terra produtiva e de produção artesanal especializada e a crescente secularização do poder político facilitaram a ascensão de lideres individuais. A rivalidade entre cidades-estados e sua vulnerabilidade as incursões de bandos de malfeitores externos tornaram imperativos os investimentos em armamento e treinamento militar. O lugal beneficiou-se dos conflitos e das possibilidades de pilhagem ampliando o número de seus partidários. Ele também comandava instituições, e as pessoas deviam-lhe especial fidelidade, como mostram alguns nomes de pessoas. A instituição primária associada com o lugal era o é — usualmente traduzido como “palácio”— a “casa-grande” e seus dependentes sob a autoridade do lugal. As provas oriundas do período do Primeiro Dinástico mostram que esse cargo, talvez o primeiro que se tornou sinônimo de liderança direta da cidade, surgiu na Ur arcaica e se tornou uma forma cada vez mais comum de governo das cidades-estados. Em contraste com o cargo de en, o qual necessitava do reconhecimento do templo e era outorgado a um candidato apropriado, a posição de lugal podia ser herdada e obedecer a uma sucessão dinástica Também tinha a prerrogativa de controlar os sistemas de medições e o direito de deixar registros escritos de seus atos.

Em outras cidades também temos provas da existência de uma hierarquia em dois níveis. Em Churupaque, por exemplo, o titulo ostentado pelo governante local era o de ensi, que podia reconhecer a autoridade superior de um lugal, que parece ter exercido domínio sobre um território mais vasto. As rivalidades entre cidades e o alistamento militar, quer por motivos defensivos, quer agressivos, bem poderiam ter contribuído para um sistema abrangente de controle sob a autoridade de um governante individual. Quanto maior fosse o território que reconhecia a soberania desse governante, maior era o seu poder. Acredita-se que a frase sumeriana lugal.kalam.ma, “Rei de toda a Terra”, denote a soberania sobre toda a Suméria; ela foi usada pela primeira vez pelos reis de Uruque.

Lugalzagesi, que iniciou sua carreira como ensi de Umma, tendo conquistado a maioria das cidades-estados sumerianas e tomado posse de Uruk, cognominou-se “rei de todas as terras, rei de Uruk, rei do pais”. Ele se refere a “terra” varias vezes em seu texto, como vimos antes. Pela primeira vez, aqui está um governante que considera o seu cargo um mandato para a implantação de uma forma centralizada de governo que inclui todas as cidades-estados da Suméria. Essa visão de um estado que abrangia a totalidade do país como uma unidade política era nova. Anteriormente as cidades, embora defendendo ciosamente suas esferas de influência e vigiando o tempo todo qualquer violação de suas fronteiras, colaboravam e reconheciam uma cultura comum que era urbana, letrada e burocraticamente organizada. A secularização do poder e da administração, bem como a concentração de riqueza por famílias e grandes casas, propiciou a individualização do poder. O lugal era, com freqüência, um individuo carismático, dotado de características e ambições pessoais, em vez de um burocrata ou “sacerdote”. Isso não sugere que existisse um conflito inerente entre herança “secular” e “religiosa”. Mais pertinente era a tensão entre independência local (cidade-estado) e integração em alguma unidade maior (reino).

Embora se possa descrever, em certa medida, o desenvolvimento interno da realeza suméria, também é possível que essa forma de governo aristocrático se originasse num meio ambiente diverso do da cidade-estado suméria. Tal região era a área setentrional da planície aluvial, onde o Tigre e o Eufrates mais se avizinham um do outro. Possuíam uma situação ecológica e geográfica diferente das planícies meridionais. O terreno em suave declive impedia que os rios mudassem seus cursos de forma exagerada. Michael Mann sugeriu que essa zona, logo ao norte de Quich, era de especial importância para toda a Mesopotâmia não só porque podia sustentar uma economia mista, combinando a agricultura baseada na irrigação e a criação de rebanhos, mas também pela posição estratégica, a cavaleiro das notas comerciais em todas as direções cardeais. Mann caracteriza a região como um “pântano de transição”, dominado por caudilhos rivais, usualmente guerreiros hábeis que tentavam ampliar seu poder através de ataques de surpresa e imposição de tributos a troco de proteção. Em tais circunstâncias, a liderança está ligada a campanhas militares bem-sucedidas, dependendo a popularidade do chefe de sua capacidade pana garantir o respeito e a renda. Essa heterogênea cultura de fronteira, com sua flexibilidade social, assim argumenta Mann, criou os corajosos reis-aventureiros, ágeis em aproveitar todas as oportunidades para a pilhagem e a imposição de tributos.

Outra tese sugere que a região estava unida em “um único estado territorial, cujo centro de gravidade em genal permanecia em Quich” desde o Primeiro Dinástico II. O titulo de “rei de Quich” sugere uma pretensão de domínio sobre toda a região: aparece escrito pela primeira vez com Mesilim (c. 24OO). Entretanto, quando esse titulo foi usado por governantes do sul, pode ter tido uma implicação diferente. De acordo com a teoria de Hans Nissen, a área em torno de Quich era crucial para a estabilidade ecológica da planície aluvial, pois nesse ponto o caudal dos rios, relativamente próximos um do outro, podia ser mais ou menos manipulado. Ele propôs que “a partir da consolidação do sistema de irrigação em diante, era de decisiva importância para o sul do pais manter sob controle esse ponto de perigo... O titulo de ‘rei de Quich’ teria sido a bem merecida distinção conferida ao governante babilônio do sul que realizava essa função [de controle]”. Talvez semelhante proposição pareça depositar excessiva fé na eficácia da diplomacia do Sul da Mesopotâmia; Enshakushanna de Ur, por exemplo, relata simplesmente que destruiu Quich, mas é evidente que as tentativas pana unir o norte e todas as cidades-estados independentes do sul se originaram na área de Quich.

O Estado Acadiano

Muitas teorias tem sido formuladas a respeito da mudança radical produzida pelo estado Acadiano. Foi considerado a primeira entidade política supra-regional no antigo Oriente Próximo, o primeiro governo a dinamizar a administração pública de um extremo ao outro da Mesopotâmia, o primeiro regime a apresentar uma realeza carismática, o primeiro a manipular opiniões públicas pela “propaganda”, o primeiro a implantar o comércio internacional, e assim por diante. De modo genal, não existem simplesmente informações suficientes para comprovar qualquer dessas hipóteses, as quais se baseiam freqüentemente numa diferença fundamental percebida entre o “velho” mundo das “cidades-estados sumerianas” e a nova ordem mundial do dinâmico e expansionista estado Acadiano, “semítico” e centralista. Além disso, a nossa percepção do que era novo ou tradicional é muitas vezes filtrada através de tradições locais posteriores que chamam a atenção pana certas características que só vieram a ser pertinentes na época em que os comentários foram feitos.

Lenda e fato, perspectiva contemporânea ou posterior, misturam-se mais nesse período do que em qualquer outro. Fato e ficção, história e historiografia tornaram-se tão entrelaçados que alguns mestres preferem concentrar-se por inteiro nos relativamente poucos documentos econômicos e jurídicos do período e não levar em conta a possibilidade de usar qualquer material posterior para um entendimento do período Acadiano. A exposição que se segue procura abordar ambos os aspectos, os dados baseados nos fatos disponíveis e o eco ulterior na tradição literaria mesopotâmia.

A Maldição de Agade

Esse texto, como tantas dos outras composições literárias sobre os reis acadianos, pode ter sido escrito em qualquer época entre a queda da cidade (c. 215O) e 2OOO, mas é muito provável que pertença a Terceira Dinastia de Ur, o período do estado unificado seguinte na Mesopotâmia. Sobreviveram numerosas cópias, realizadas principalmente pelos centros de escribas do período Babilônio Antigo. Era um texto popular, com 281 versos, redigidos em sumeriano. Em que medida ele reflete eventos históricos reais, e se pode ser considerado prova de um conflito étnico entre sumérios e semitas acadianos, tem sido motivo de muita especulação entre estudiosos. O que ficou claro é que a história funciona para ajustar-se ao programa político dos reis de Ur III, que glorificaram suas próprias realizações e, como nesse texto, apresentaram o soberano de um “império” anterior, em comparação, como orgulhoso demais. A estrutura teológica também condiz com o sistema ideológico do período Ur III.

O poema começa com uma referência à carranca de Enlil, o deus de Nippur — nos mitos sumérios ele é o chefe dos deuses — que residia num templo chamado Ekur. A carranca de Enlil é uma figura literária que sempre significa desastre para a cidade visada. Nessa composição a carranca de Enlil desencadeia a queda de Quich e “massacra a casa de Uruk”. O nome de Sargão aparece uma única vez. Ele é claramente apenas um instrumento da vontade divina, a quem o deus outorga soberania e realeza. A deusa Inanna é agora apresentada; ela deseja estabelecer o seu culto em Acádia, “como um jovem construindo uma casa pela primeira vez, como uma moça estabelecendo um domínio de mulher”. A presença dela assegura o bem-estar da cidade:

Para que os armazéns estejam abastecidos, que moradias sejam fundadas na cidade, que seu povo coma esplêndido alimento, que seu povo beba esplêndidas bebidas, que os que se banharam (para dias santos) folguem nos pátios, que as gentes se ajuntem nos lugares de celebração, que os Antigos mais chegados ceiem juntos, que os forasteiros se agitem como pássaros incomuns no céu, que ate Mahashi seja readmitido nas listas de tributos, que macacos, poderosos elefantes, búfalos da índia (?), animais exóticos, se atropelem e se batam na praça pública — cães de raça pura, leões, cabritos monteses, alu — ovelhas de longa lã — (para que tudo isso pudesse acontecer) a Sagrada Inanna não dormiu. Nesse tempo, ela encheu (o templo) de Agade de ouro, Encheu o seu refulgente... de prata, forneceu cobre, estanho e blocos de lápis-lazúli pana seus celeiros, armazenou tudo isso em seus silos.

Dotou as anciãos com conselhos, dotou os escribas com conselhos, dotou as mulheres jovens com danças, dotou os homens jovens com poder marcial. Dotou as crianças com alegria.

Os filhos do vice-rei, (ainda) criados por amas-secas, tocavam instrumentos algasur. Dentro da cidade estava o tambor tigi, fora dela, a flauta e o zamzamn. Seu porto, onde os bancos atracam, estava cheio de excitação, todas as temas estrangeiras descansavam contentes, seus povos conheciam o sabor da felicidade.

Seu rei, o pastor Naram-Sin, ergueu-se como o sol no sagrado trono de Agade.

As muralhas de sua cidade tocavam o céu, como uma montanha, A Sagrada Inanna abriu de par em portões da cidade.

Para deixar o Tigre correr para o mar, bancos subiram o rio para trazer (a Agade) os produtos da Suméria. Os amorritas do altiplano, povo ignorante de agricultores, vieram a sua presença com fogosos touros e búfalos, os meluhans, povo das montanhas negras, trouxeram-lhe artigos exóticos, Elam e Subiru chegaram com mercadorias para ela como burros de carga. Todos os governadores, administradores de templos e escribas de terras de Gu’edena,

Regularmente lhe forneceram ai suas oferendas mensais e do Ano-Novo. Isto no portão da cidade de Agade...!

Essa extensa introdução é interessante porque descreve o ideal de um capital que deve sua prosperidade ao comércio internacional e a cobrança de tributos e não a produção agrícola. Os sinais exteriores são a presença de estrangeiros, de animais exóticos e de produtos vindos de países distantes que eram “armazenados em silos”. A riqueza gerada proporcionou os meios para as oferendas regulares ao templo e as festividades públicas, quando as pessoas vestiam seus melhores trajes e comiam e bebiam bem. A presença do rei, “como o sol no moro sagrado”, assinala que esse tipo de cidade está associado à existência de unidades políticas maiores, a “impérios” que reúnem entidades normalmente independentes e estimulam as trocas a grande distância, assim como a coleta de tributos.

A descrição ajusta-se a Ur no final do terceiro milênio, tanto quanto à Acádia de alguns séculos antes, ou ainda as cidades reais da Assíria, bem como à Babilônia do primeiro milênio. A essa “capital” falta a sustentabilidade da clássica cidade mesopotâmia, com sua economia agrícola auto-suficiente. A capital prospera enquanto os ventos políticos do regime soprarem favoravelmente, mas é vulnerável à mudanças e sua riqueza converte-se num elemento de risco por torná-la alvo de rivais cobiçosos ou de incursores oportunistas. Sem dúvida, os reis mesopotâmios estavam bem cientes dos perigos inerentes, mas o discurso oficial, é desnecessário dizer, apresenta a ascensão e a queda de capitais numa linguagem teológica, subentendendo um tênue relacionamento entre deuses e, igualmente importante, entre reis e deuses.

O texto sumério descreve a seguir a crise em Acádia como conseqüência da reprovação de Enlil, o que força Inanna a retirar-se da cidade e a abandonar o seu santuário. Não tardou muito para que os outros deuses a seguissem. Também levaram consigo as insígnias reais, incluindo a coroa e o trono, e suas próprias prerrogativas, que tinham outorgado à cidade: Enki sua sabedoria, Utu sua prudência. As razões para o ominoso “silêncio” de Enlil nunca foram esclarecidas. Cooper sugere que Inanna quis construir um novo templo, o que teria acarretado uma permissão oficial por parte de Enlil. O seu “silêncio” foi um sinal de que ele tinha decidido retirar a soberania de Acádia, o que significou que os outros deuses, inclusive Inanna, tinham que desocupar seus santuários e, assim, deixar a cidade condenada sem apoio divino.

O texto passa depois a tratar do rei. Naram-Sin tem uma visão onírica na qual Acádia deixaria de existir, “saquearia as suas próprias riquezas, seus templos e lojas seriam pulverizados”. O conhecimento da condenação iminente paralisa o rei. Ele cai numa longa depressão de sete anos, tendo abandonado suas vestes e insígnias reais e “coberto ser carro de guerra com tapetes de junco”. Depois de esperar todo esse tempo, Naram-Sin tenta de novo obter um pressagio favorável de Ekur. Mas os augúrios continuam negativos. A situação atingiu um impasse. Sem a presença de Inanna e a benção dos outros deuses, a cidade é inviável.

Naram-Sin toma agora uma iniciativa inteiramente sem precedentes. Ele decide forçar Enlil a proferir um pronunciamento pelo qual declare ter alterado sua divina vontade. Mobiliza suas tropas e cai sobre o templo de Enlil em Ekur para o demolir como se fosse um gigantesco banco. Naram-Sin “aplica suas pás contra as raízes, suas picaretas contra os alicerces, até que o templo, como um soldado morto, cai prostrado”. Cuida depois de saquear seus armazéns, penetra na “câmara do leito sagrado e joga os vasos sagrados na fogueira”. Grandes navios atracam no templo para remover as mercadorias da cidade. “Assim como as mercadorias foram retiradas da cidade, também o bom senso foi retirado de Acádia.” Isso desencadeia a vingança de Enlil: “Enlil, porque a sua amada Ekur foi destruída, o que deverá ele destruir para vingá-la?” Decide saciar sua vingança através de uma invasão de bárbaros, os Gútios, “um povo que não conhece inibições, com instintos humanos mas inteligência canina e feições simiescas.” Qual facho ardente ou dilúvio, eles assolaram a terra e deixaram-na devastada e estéril por gerações. “Ninguém escapa às suas armas, mensageiros já não percorrem as estradas, bancos já não navegam nos rios.” Soltam nos campos os animais que estavam em currais e mantém hábitos nômades. Plantam honras dentro das cidades, não nos descampados. “Pela primeira vez desde que cidades foram fundadas e construídas, os vastos campos não produziram cereais, as lagoas de inundação não produziram peixe, os pomares irrigados não deram melaço nem vinho.”

A fome é geral, os mortos não são enterrados e “os grandes santuários foram substituídos por minúsculas capelas de junco”; só lamentações e cânticos fúnebres podem ser ouvidos. O próprio Enlil sente profundo pesar. Retira-se enlutado para a sua alcova sagrada e prostra-se em jejum. Os outros deuses estão alarmados com a retirada de Enlil. Para “acalmar seu coração irado”, eles amaldiçoam Acádia: “Que a cidade que destruiu a tua cidade, seja destruída como a tua cidade.” Segue-se então uma extensa ladainha de imprecações, invocando morte, destruição, desintegração social e, por fim, o esquecimento. A maldição divina está cumprida e o poema termina abruptamente com: “Acádia esta destruída — Salve Inanna.”

Esse poema ocupa-se longamente da ruína do “império” e da ira de Enlil, a fim de estabelecer um contraste com o ressurgimento da boa sorte da Mesopotâmia sob o governo imperial seguinte, a Terceira Dinastia de Ur. Os reis de Ur fizeram grande espalhafato em torno de seu patrocínio dos grandes templos da Suméria, em especial o de Ekur em Nippur. Não existem provas de que Naram-Sin tenha saqueado o templo de Enlil. Pelo contrário, suas estatuas eram ainda reverenciadas em Ekur muito tempo depois, e a invasão dos Gútios aconteceu muito mais tarde. Mas “A Maldição de Agade” expõe uma preocupação ideológica com o relacionamento cometo entre os deuses e o soberano absoluto.

Tradicionalmente, como vimos em Eridu, os deuses residiam dentro de suas cidades; seus templos eram suas casas e domínios, onde viviam com suas esposas, filhos e servidores. Toda a noção de urbanismo sumeriano estava intimamente relacionada com essa coabitação do humano e do divino. A religião mesopotâmia nunca levou inteiramente em consideração a presença transcendental e infinita dos deuses; precisava que eles fossem vinculados a um determinado lugar. Suas alcovas sagradas ocupavam os mais íntimos recessos do edifício do templo. O céu não estava mais longe do que o telhado do templo. Ao prover os deuses de alojamentos e sustento, a cidade compartilhava a essência da divindade.

O principio fundamental era o de trocas recíprocas, comparáveis com as que definiam o relacionamento da cidade com o campo circundante. Assim como a fertilidade dessa terra sem chuva só podia ser efetivamente aproveitada com turmas de trabalhadores bem organizadas, equipamentos e armazenagem que a cidade fornecia, também a sobrevivência e a felicidade dos deuses dependiam do esforço humano. Isso é explicado em numerosos mitos que relatam a desventura dos deuses antes de poderem transferir o encargo da subsistência, a tarefa de “abrir canais”, para pessoas criadas especialmente pana realizar esse trabalho.

Através da alimentação dos deuses, a cidade tornou-se viável, mas dependia da boa vontade de as deidades tornarem e manterem residência. Inanna empenhou-se ao máximo em dotar Acádia de riqueza e felicidade, mas faltava-lhe uma base de operações, um grande templo. A construção de um templo era visto como um requisito essencial pana a existência da cidade.

Tal empreendimento era de extrema importância, necessário não só para assegurar a pureza do terreno e cumprir inúmeros e complexos rituais com vistas a garantir o êxito da conclusão do edifício — um processo descrito de forma bastante minuciosa por Gudea, o soberano de Lagash —, mas também para obter a aprovação dos grandes deuses, a qual era assinalada pelo processo de emitir veredictos oraculares oriundos dos grandes templos. Na prática, isso podia propiciar aos principais templos, em particular o de Ekur, um pouco de influência política. Certas decisões que poderiam alterar o equilíbrio de poder ou ter outras conseqüências importantes, como uma campanha no estrangeiro, eram suscetíveis de, pelo menos, ser adiadas mediante um oráculo Inconcludente, ao passo que outras podiam ser rápida e unanimemente aprovadas. Os reis podiam tentar minimizar o perigo de oposição nomeando membros de sua casa para os altos cargos do templo, mas o treinamento profissional dos intérpretes de oráculos, que durava muitos anos, assegurava que suas lealdades estivessem mais solidamente associadas ao templo do que ao palácio.

A agressão de Naram-Sin contra Ekur podia ser também vista como uma típica fantasia palaciana, a descrição de um ato de vingança contra o ruidoso mecanismo do templo, projetando-o num rei do passado muito admirado e famoso pela obstinação. Em comparação com tão gritante agressão, a reestruturação fiscal das receitas do templo, iniciada pelos reis de Ur III, era uma medida inócua. “A Maldição de Agade” era igualmente popular no período Babilônio Antigo, e sabemos que Hamurabi também teve que trilhar um cuidadoso e delicado caminho entre reforma e tradição. Mas, ao mesmo tempo que pode ter servido como um meio para sublinhar a devoção dos governantes de Ur Ill e do período Babilônio Antigo, o poema também continha uma idéia fundamental, a de que o orgulho e a arrogância reais constituem uma ameaça, uma crítica ao excesso de poder político.

Acádia sobreviveu à ocupação pelos Gútios; a cidade foi intermitentemente cotada em textos econômicos ate o primeiro milênio. Mas nunca mais recuperou o seu status como uma capital mesopotâmia. A lembrança de Acádia permaneceu associada à dinastia sargônica, que a tradição posterior converteu no protótipo de todas as aspirações imperiais. Se Acádia de fato ocupava o mesmo lugar de Bagdá, existe um impressionante paralelo entre a cidade de Sargão e a cidade de al-Mansur e dos califas abássidas, uma cidade repleta de estrangeiros exóticos, caravanas de mercadores e histórias que forneciam entretenimento para mil e uma noites.



CARVÁT, P. On People, Signs and States: Spotlights on Sumerian Society c. 3500-2500: Praga, 1997;

Cooper, J. S. The Curse of Agade: Baltimore, 1983;

Mann, M. The Sources of Social Power: A History of Power From the Beginning to A.D. 1760 (Vol I). Cambridge, 1986;

LEICK Gwendolyn. Mesopotamia, a invenção da cidade: Rio de Janeiro, Imago, 2003.