sábado, 26 de novembro de 2011

Apenas eu...



Eu preciso aprender que não posso esperar muito das pessoas, preciso aprender que não posso dividir meu tesouro com os que não reconhecem a nobreza. Eu preciso reconhecer os buracos na parede, as frestas por onde essas palavras de dor, esses demônios verbais, entram casa adentro.
Eu tenho me cansado dessa vida, ainda mais hoje, quando o peso de minha pouca experiência encontra essa repetição imbecil e frágil.
As relações humanas, enfraquecidas pela virtualidade dos sentimentos que anularam a verdade dos sentidos, são como jogos de múltiplas facetas manipulativas: cada vez mais interativos, cada vez menos sensitivos!
Eu vou andando entre muitos, e suscetivamente mais isolado, periodicamente solitário e, pelo que sinto, eternamente desgarrado.
A moral não nos serve como balança e sim como muro, as religiões enfraquecem a individualidade e trabalham a política, usando o espírito como moeda, os rituais enobrecem o não visto, pra que o visto possa ser julgado de maneira parcial, a justiça foi passear em outros mundos e puseram meia dúzia de palavras vazias no lugar dela.
Quando eu olhei pro céu hoje, me imaginei um homem de boa sorte por não pensar, nem buscar de maneira que, como um animal qualquer que busca sua própria satisfação, apenas meu ponto de vista e minhas necessidades fossem as vontades verdadeiras do mundo. Eu, ainda um errante cavaleiro de um tempo que não me recordo, vago aqui, nas linhas dessa rede observada e irrigada pelos inocentes, e contaminada pelos "eruditos".
Eu levanto mais um dia, assim acredito, pra lutar por um mundo onde não vamos precisar do caos, nem da catástrofe, nem da dor, nem da perda, pra sermos uma só família. Vamos nos enxergar no outro, e amar o outro e abraçar o mundo!


▲ Liberdade é Libertar▲

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