quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A Minha Doce Testemunha


O que eu posso dizer hoje? Existe algo a se dizer hoje?
Esse meu mundo, ah, minha querida menininha, a caçula do universo, minha Terra tão amável e tão ignorada pelos novos tripulantes!
Te vendo assim de longe, tão silenciosa, por que a maldade, assim como as orações daqui são apenas sussurros quase inaudíveis. 
Me dói saber que estão tramando contra você, meu amor, me dói saber que estão vendando os olhos dos inocentes, esses que correm pelos campos pensando que a vida é o que disseram pra eles. Me dói ver crianças sendo apenas números num jogo que sempre rouba o melhor do mundo, que leva o amor pra longe de casa!
Me dó ver o preconceito, a ignorância mais imbecil de todas, todas eles, em especial o racial. Nossa, me parece muito ridículo pensar que alguém pode ser melhor que outro por conta de cor de pele, olhos ou cultura! Um pensamento muito simples é: " Seja lá como foi que fomos criados, um dos dois primeiros era negro" Assim todas as raças começaram, e me parece muito óbvio e correto pensar assim!
Eu ando desistindo de acreditar nas pessoas, mas é uma atitude perigosa, por que preciso que elas acreditem no que eu digo e no que estou fazendo através da minha arte, preciso que elas acordem pra uma vida que está sendo deixada de lado. Uma vida baseada na totalidade, uma vida baseada num amor que não se preocupa com o bem estar individual, mas sempre no geral!
Eu tenho visto pessoas vomitando bondades baseadas em circunstâncias, em ritos, em moldes, em lucros, em trocas e etc... Mas não vejo quase ninguém fazendo o bem, pelo bem apenas! Pra levar a humanidade pro patamar original, esse que levita sobre todo sentimento pequeno, que suspende alto no ar toda verdade da vida!

Espero que haja tempo de parar a marcha da ignorância! 
Levantem-se, cavaleiros da verdade! Essa é a hora!

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