segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Macro-cósmica-criança



Onde você estava quando nem mesmo era?
Quando suspirava sem precisar do vento
Como uma criança correndo nas trevas
Não se sabe se feita lá ou se feita de si mesmo
Quem tu és?
Quem tu foste?
Macro-cósmica-criança
Quando chorou?
Quando se perdeu?
Quem te achou?
Quantas vezes você morreu até decidir não morrer mais?
Quem te abraçou?
Quem te entendeu?


... Era só uma dança cheia de mistérios
Cada cor, símbolo, cada nota!
Abraço tua angústia, torne-a minha
Leve-me em tuas caminhadas pelo teu jardim multi-universal


Pelos mundos de marfim, nos mundos sem altura, sem largura
Me leve por onde a vida tem sentidos puros
Me leve na sala dos “criadores”
Além dos muros da liberdade
Eu quero tocar a atemporalidade
E beber da juventude que rega teus planos
E tocar aquela canção que move todos os seres
Em todos os mundos da existência


A hora da chegada está próxima
O novo sol, tão antigo quanto teus olhos, brilhará
Logo estaremos perto, e tão longe
Se me permite um pedido: dance, dance sobre as estrelas
Nos túmulos do cosmo, descansa toda a história
Revele-me teus símbolos e códigos infinitos
Sou apenas o produto do teu ventre eternal! (Everton Cinelli)

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