segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O Não-Amanhã



Era manhã ainda, na triste cidade esquecida. Aqui, na terra do abandono, pra onde seguem todas as lágrimas, todos os sonhos findados, todo sorriso que não nasceu, todo abraço não-dado, toda vida não-viva, cada adeus, cada dor, aqui nessa terra não tão distante, eu procuro algum elo, algum traço com essa vida que, ainda minha, nunca foi minha. Eu vou perscrutando o vago sabor de uma lembrança ainda recente, mas que me parece ser de uma vida antes da vida, plantada num canteiro de flores em tempos onde o tempo nada tinha de tempo e ainda havia tempo pra se esquecer do tempo. (Everton Cinelli)

Um comentário:

Adriana Victoria disse...

Lindo d +, adorei. Bjos anjo musical