segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Ode A Verdade





Por todas as vezes que choramos
Por todas as vezes que sangramos
Por cada dia que levou nosso melhor
Por cada sorriso que forçamos pela poesia do dia
Por cada dia de sol que não aqueceu nossas almas
Por toda gota de lágrima por perdas significativas
Por todo ouro do nosso coração que demos a quem não mereceu
Pela simples insuficiência da probabilidade


Num tipo de entrega, a vida foi perdendo a graça
A cada dia, observando você de perto, triste melodia
Em cada parte do fim, os retalhos do começo
Na hora de despertar, perdeu seu trem
Não se comova, por que hoje é um dia como todos os outros
Nada na sua graça ou desgraça fere o grande ciclo
O perturbador e infindável caminho pro abismo de luz e sombras
Por que você era só um menininho desajeitado quando aprendeu a estar só
Quando a solidão te beijava a face no meio de todos
Uma espécie de grito, dado entre as nações
Que estremecia os céus, mas que não chegava aos seus
Hoje é tarde, já esqueceram a poesia, mataram a alegria da triste menina
E por que deveria ser diferente?
Já não há inocentes faz muito tempo
Por que desacreditaram da verdade, se é que é esse o nome
Foram assediando a pureza, até que violentaram toda a esperança
Tomaram seu frágil corpo e a lançaram numa rua deserta, fria
Lá, foi adoecendo e suas vísceras foram ficando escuras, mortas


Nesse dia como todos os outros
Em um poema como todos os outros
Em uma dor como todas as outras
Sem redenção, por que não existe culpa!


... Sem redenção, por que não existe culpa! (Everton Cinelli)

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