quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A Princesa de Marfim


[E.cinelli]

Uma doce chuva, ainda no rosto marcado
Uma gota de sinceridade esvaiu pelos olhos
Ela amou de verdade, no início de sua inocência
Ela amou por um todo, renunciou a si mesma
Agora chora uma dor que não causou
Sente a vida escapando-lhe pelas mãos
Sentenciou-se a viver nesse passado
Rejeitando o presente, renunciando seus belos amanhãs

Viu a vida lhe ser roubada por dentro
E agora reina solitária em suas mornas manhãs
Agarra-se ao que acredita curar seu remorso
O remorso de quem olha nos olhos do sol e acredita na vida

Sua coroa é sua angústia, seu amor é seu mar, sua casa... sua ferida


Nenhum comentário: