quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Saturnia - Hipernova





sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O Ciclo



"... Ainda é frio aqui
Eu seguro as suas mãos, mas nenhum calor é transferido
Você pode ouvir esse som?
Se puder ouvir, abra os olhos... Ainda há tempo, querida
Não pense que existe uma hora onde não se pode mais tentar
Quem pode dizer quanto tempo é o suficiente pra aprender?
Nós choramos, nós fingimos, nos deitamos e levantamos, e ainda é manhã
Por que o ontem nunca existiu pra quem viveu pra sempre
Será que você é capaz de se jogar hoje?
E se você morrer, pergunto: O que você semeou no solo de seus dias?
Eu escrevi canções que fizeram os anjos jubilarem
Mas permaneci no escuro, colhendo desculpas pra mais uma vida
Eu só queria gritar, e, ainda criança, não sabia
Fui apodrecendo onde deveria ter germinado infinitudes
Multidões de rostos e parece tudo tão vazio
A insidiosa repetição dos ciclos... Nunca falha... Nunca espera"

EXCENLENTÍSSIMA PERDA



"Hoje eu estou aqui, mais uma vez sentado diante do quadro
Quem é aquele ali? Ah... Sou eu andando, sem rumo, sou eu caindo...
É uma vida cheia de vazios, uma estreita saliência de erros, de mágoas
Os deuses que inventamos nos vomitaram hoje, como sempre
Sujos de pecado, aquiescentes carregadores de culpa
Nós prosseguimos numa espécie de rito, de sacrifício
Somos nós, os baluartes da grande decadência
Defensores da tragédia como alimento do heroísmo

A flor está murchando, mas quem pode matar a si mesmo?
Quando alguma escolha é realmente nossa?
Quem teceu o fio esqueceu de esquecer
O que é meu? O que “é”, num mundo imaginado?
Vai me abraçar hoje? Deixe-me dizer que não estou pedindo pra ficar
Deixe-me sonhar, livre de certos grilhões invisíveis, que me prendem a isso aqui
Você dorme sob as estrelas, adornada por abstratas canções
Tudo a sua volta é podre, morto e desfigurado... Excelentíssima perda!

Mas os filhos dos filhos ainda nascem, e poluem a vida
E as filhas das filhas ainda choram, e vendem o ventre
Por que, afinal de contas, quem vai abraçar o vento?
Quem vai deixar de sentir quando sentir não significa ter o que sentir?

... Quem pode rejeitar uma mentira que nasce de uma verdade?
... Quem pode aceitar uma verdade que é uma mentira?"

terça-feira, 18 de setembro de 2012

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Esse Sou EU!



Eu sou estranho, feio, desligado de formalismos, ignoro a moralidade, rejeito religião, tenho um credo no não-credo, quero salvar o mundo, mas quero que alguns vão se fuder, sou exagerado nos sentidos, e obsoleto nas trivialidades. Não sou herói, sou vilão, humano do cotidiano, honesto pra com os sentimentos, que ama ter amigos, mas que rejeita a maioria dos abraços. Sou chato na escolha de roupas
, demoro mil anos pra sair e sempre reclamam rs. É mais fácil eu rir de você que com você, mas quando formos amigos, você terá meu coração. Já traí, beem menos vezes do que já fui traído, não sei se é um mérito, mas é uma constatação. Eu costumo lembrar das pessoas que me abandonaram pra guardar bem a face de quem não quero encontrar por aí, eu choro sozinho pensando em como ajudar as pessoas, e as vezes quero apenas ir a uma loja e comprar um bom equipamento pra fazer meu som. Eu adoro as diferenças, odeio a alienação, gosto de livros, aventura e certa romantização da vida. Adoro minha família, meus gatos e agora meu cachorro. Sou simples, mas gosto do que é bom. Enfim, sou esse cara que não desistiu de ser quem é, que acorda todo dia pra cantrar e lutar pelos que perderam as forças e a voz. Se puder me ajudar, seja bem vindo, se não puder, não atrapalhe... Se quer falar bem, fale da banda, se quer falar mal, fale de mim. No mais, foda-se! =) rsrsrs

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A Manhã


 
Mais um dia aqui, sentado diante do tempo
Tocando feridas, abrindo janelas da alma
Sangrando em silêncio, abafando os gritos
Por toda essa vida,  por todos esses sonhos
Eles teceram a frágil lembrança
Mas esqueceram que somos fortes
Eles bajulam o corpo
Mas sabem que o espírito persiste.

Eu ouvi alguma triste canção longe
Conseguindo penetrar por algum canto dessas paredes frias
 Reiventando parte de mim, enquanto tudo mais se degenera
E todo o tempo, nada mais é que irrealidade em forma de matéria
No jardim desses deuses todos
Esse menino corre nú, sem medo, abraçando a vida na totalidade
Ao mesmo tempo seu corpo em vida, morre!
Porque todos só enxergam a pele, todos ignoram a essência

As luzes da cidade não alegram seus olhos
Ele prefere a lua, ele é amante das estrelas
Esse homem-menino ainda escuta as vozes da manhã
Ainda reconhece os traços da verdade em tudo a sua volta
Ele ainda olha com olhos de criança
Não vê o que o mundo espera que ele veja
Ele tem apenas essa luz gerando horizontes
E esse é todo o seu tesouro
... Todo seu tesouro!




Everton Cinelli's Saturnia - The Silent Secret


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

In-finito





... Quando tudo o que você precisa é que alguém olhe você com olhos de criança. Quando tudo o que você precisa é de alguém que ignora seus defeitos pra encontrar e amar tudo o que existe de bom em você. Quando você se sente um horizonte maravilhoso, porque os olhos desse alguém enxergam a pessoa mais linda de todos os mundos quando olham nos seus olhos. Quando a sua voz é o som do vento leve, uma brisa grata no fim da tarde gostosa, pra esse alguém que só espera de você o que você é, nada além de apenas seres humanos cheios de questões e significados, dividindo um pouco de cada "finito", pra semear o infinito.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

... Um Dia Apenas



"Não me contento com o mundo, por isso crio"

Num estranho dia, aliás, mais um estranho dia, esse obscuro desalento recheado de inconformidade me chega como numa brisa. Ainda não-acordado dos sonhos bestas, eu fui forjando memórias carnudas, muito apaixonadas, atrevidas senhoritas de um mundo desonrado. Minha deforme culpabilidade foi me tornando uma quimera de suas trapalhadas sentimentais alquímicas, gerando flores de devaneios nesses inóspitos vales, células de exílio e solidão."

Everton Fontes Cinelli

... Em gestação intelectual

sábado, 28 de julho de 2012

O Demasiado Nada


O espelho reflete solidão
Uma imagem vazia, repleta de sombra e desolação
Mundos não-existenciais, moldados no vácuo
Ilusão e putrefação, apenas parte do caminho
O silencioso moribundo caminha pelas estreitas saliências
Buracos em sua alma, chagas na moralidade imbecil
Comprometeu-se com a eternidade e abraçou a morte
Gritou hexâmetros, caçou diagramas... Morreu ainda em vida

Ainda menino, homem se tornou
Ainda inocente, pecou e pecou
Cada sussurro da noite o abraçava
Cada curva de todo corpo... Febril, ele se alimentou 
Ele as viu tocar as estrelas, enquanto eram apenas parte dele também
E enquanto o universo era esse novo mundo, permeado de gozo e bestialidade
Cada célula sua era macrocosmos e imensidão
Ainda era noite, ainda era lindo, e os viajantes do passado dançavam no firmamento

A canção rasgava seu peito, mas fazia dele um deus
O mundo poderia ser recriado, triunfante o hierofonte levantou
Banhado nas riquezas dos estranhos-do-alto
Menino-estrela, caminhou pelo deserto ouvindo o tempo
E, de tempo em tempo, tempo não havia
Apenas esses olhos que viram o nada, que viram o que antecedeu o início
Sangue, sangue! Tiamat pediu a ele
Faça-se o novo, Faça-se a vida!




“E depois veio o dilúvio e após o dilúvio a realeza tornou a descer mais uma vez do céu...”
(Sumérios)



quarta-feira, 25 de julho de 2012

Dia do Escritor



O que eu poderia dizer? 
Ler abriu os mundos dos mundos pra mim, me fez ser uma criança imaginativa, produtiva, me fez ser um adolescente de pensamentos fortes, e me tornou um adulto não meramente questionador, mas buscador de infinitos.
Eu nem sei expressar o quanto sou grato por esses garimpeiros da eternidade, esses homens e mulheres que desbravam o inimaginável, que trazem a realidade a própria realidade recriada.
A todos os deuses dos versos: Parabéns!

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Os Breves Infinitos


 
Alguns segundos, e tudo, tudo pode mudar
Uma vida feita de detalhes, na grandeza de algumas palavras
A singeleza de um equivocado sorriso
O adeus de mãos trêmulas, o toque insensato e poderoso
O refrão marcante, as estrelas do céu ao norte
 Aquela brisa da tarde, o grito mudo da alma
A voz repetida, mas amada... A única música que danço
A lágrima amiga, que se despede dos olhos e encontra o solo

No rádio, ondas e mais ondas de mesmiçe
E eu aqui, pronto pra mudar o mundo, envelheço enquanto jovem
Revirando livros, bagunçando o espírito desse tempo
 Observando a arte que logra a pasmaceira criatividade
Um mundo que se tornou tolo demais pra felicidade
Que se tornou vazio demais, impróprio pra pureza
E, se uma folha, com algumas palavras escritas nela, fosse capaz de mudar tudo
Acho que a queimariam, porque o sabor da liberdade é azedo quando totalmente desconhecido

 
 
 

sábado, 21 de julho de 2012

O Exército-De-Um-Homem-Só


Eu vi todos eles, juntos na aurora
Desprendidos da dor, desgarrados da ausência
Eles são fortes, simples e honestos
Eles amam seus filhos, eles oram aos seus deuses
Eles choram pelas criancinhas da África
Tem tanto respeito pelos animais
... Mas são tão irreais
Nossos heróis virtuais, os santos-sem-rosto

Essas ruas, desertas de vida... Desertas de sonhos
Nada mais que irradiação de protoplasma verbal desnecessário
Insultos ao que é puro e tão essencial
Músicas com acordes de mentira
Eles cantam mentiras! Vendem a alma, e menosprezam a beleza!

Mas as montanhas ainda conhecem os guerreiros
Falam seus nomes ao vento, e ele leva pelos mundos
As árvores conhecem seus rostos, as águas correram em seus corpos
Ninguém pode enganar os olhos do sol, ninguém pode mentir diante das estrelas do início
 E eu apenas espero, aliás, luto pra que, um dia, saibamos o que vale a luta... Pelo que vale a pena levantar todos os dias, e respirar...



domingo, 15 de julho de 2012

Domingo...


"Um dia comum... Mais um dia comum
As palavras certas já foram desperdiçadas
Eu mergulho numa espécie de périplo dentro de mim
Caindo, ou pairando, quem sabe apenas imaginando...
A vigência da minha alma expirou... Não existem sorrisos mais
As imagens, as pessoas, as razões, os caminhos... Tudo se desfez" 
(Everton Cinelli)

Saturnia | Africa Ways




Everton Cinelli's Saturnia
All Programming: Everton Cinelli

Saturnia | The Speech Of Freedom




Everton Cinelli's Saturnia
All Programming: Everton Cinelli
Discurso de Charles Chaplin abaixo seguido de tradução:

O DISCURSO FINAL DE “O GRANDE DITADOR” DE CHARLES CHAPLIN

"Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício.
Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de
ajudar a todos - se possível - judeus, o gentio... negros... brancos.
Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim.
Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio.
Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há
espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas
necessidades.
O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça
envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito
marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade,
mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos
deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência,
emperdenidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas,
precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem
essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um
apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos
nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora...
milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura
seres humanos e encarcera inocentes.
Aos que me podem ouvir eu digo: "Não desespereis!" A desgraça que tem caído sobre nós não
é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço
do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o
poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a
liberdade nunca perecerá.
Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam...
que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos
sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação
regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão!
Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não
odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos.
Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade!
No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem
- não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Está em vós! Vós, o
povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo,
tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto
- em nome da democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um
mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à
mocidade e segurança à velhice.
É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não
cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o
povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância,
ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o
progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos"

domingo, 10 de junho de 2012


[Everton Cinelli]

▲ A canção toca no velho rádio, e eu apenas consigo ficar aqui, sentado frente a velha mesa, com um punhado de papel e um lápis contorcido. E essa voz, ainda viva, toma minha audição, fazendo tudo a minha volta parecer um quadro surrealista. Eu queria prometer promessas de eternidade, queria amar amor de infinito, mas hoje há só essa dor, essa fresta por onde esvaem todos os minutos onde cada segundo era uma imensidão atemporal. A canção vai nascendo, livre, linda, triste, dura, implacável e verdadeira... Falando de amor, falando de liberdade, falando de como somos quando nada somos, e de como precisamos desse abraço, ah, como precisamos desse abraço! O amanhã é ainda desconhecido pra mim, mas por hoje isso é tudo o que sou: um menino-homem em busca do afago primordial, o cara que canta as verdades que conhece e vive pelas verdades que sua alma enobrece. Quando abriu-se a bíblia dos sonhos, as portas jamais se fecharam. Luz, esteja entre nós, Amor, caminhe conosco, Liberdade guie-nos!! ▲ 




sexta-feira, 18 de maio de 2012

AMA-GI





Isso tudo tem a ver com dor, a dor de sentir dor, entender o porquê da dor e DAR UM SENTIDO A DOR!
A gente cresce muito rápido por fora, e isso dá uma idéia falsa de armadura, de força.
Com as melhores das intenções fazemos pessoas que nos amam, e que amamos, provar do pior de nós.
Isso se deve ao núcleo de nossa educação, da forma como as “coisas” tem sido passadas pra humanidade ao decorrer de alguns milhares de anos.
Crescemos com medo, e com a insólita proposta de amadurecimento. Na verdade nos tornamos mais frios, mais suscetíveis ao que é simples e quase sempre irreal.
Uma vida onde estudamos, aí procriamos, e o nosso legado é sempre uma soma de números cansativos e repetitivos. Sempre achamos que somos essa peça que resta, essa resposta à própria vida, uma espécie de solução, mas dependemos do meio, dependemos do contexto, e (pior ainda) de outros como nós. A solidão é uma idéia, assim como a liberdade e, se a liberdade é uma idéia, ser livre não passa de um estado contextual e nunca, nunca existencial. Tudo o que somos antes é virtual, imaginado, antes criado num mundo isolado do físico, longe das mentiras, e mesmo que seja mentira, é real dentro do nosso coração. Mas quando queremos exteriorizar esse mundo nosso, essas nossas flores irrigadas com sangue, desprezo, distância, angústia, lutas em demasia... Ahhh, o outro nunca enxerga nosso jardim destruído com o devido respeito.
Todos acham que tudo o que temos a oferecer é um campo desordenado, que precisa de um guia, de uma fonte... Quando apenas somos essas crianças, que acordaram cedo ou tarde demais, que se vestiram de "humanos melhores",
mas são apenas esses humanóides sem uma definição de si.
O problema da moral, como conhecemos, é que ela nos torna juízes, quando na verdade não sabemos nem mesmo se existe uma verdadeira lei.
O que seria certo ou errado? Será que afinação não é tudo o que está desafinado?
Meias verdades, meios sonhos, meios desejos não constroem pontes, nem derrubam muralhas.
Qual é fogo dos teus dias? Qual é a chama da tua vida?
A luz fere os olhos que vivem na escuridão, e engana os viajantes sem rumo.
Às vezes nos fazemos de "mais um" por não suportar uma vida solitária, de poucas alegrias, dadas tantas mentiras a nossa volta.
Mas eu te pergunto: Pelo quê você desperta todos os dias? 
Você está de pé, mesmo destroçado? Significa que existe força.
Se você quer as coisas do alto, não busque embaixo. 


sábado, 12 de maio de 2012

Talking with Miguel Michalski

"... Seria mais simples ser mais um no gado, porque, às vezes eu me acho meio insolente. Paro pra analisar, sou um fudido, que mora numa merda de lugar e cheio de palavras, contradizendo coisas ditas a milênios, achando que pode ser uma peça na mudança generalizada, e às vezes eu quero mais é que se foda... Aí perco o sono, choro sozinho em casa pensando e analisando o mundo, tentando achar um jeito de despertar os demais...
E penso que não podemos passar uma ideia de liberdade, porque nem mesmo conhecemos a liberdade, e, se liberdade é uma ideia, depende de contexto... Não me parece a verdade que andava nua antes das mentiras virarem verbo!" 


(Trecho de uma conversa minha com o produtor da banda =) )

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Psicossomáticas Flores


"Piscar revela a verdadeira visão da beleza escondida dentro dos olhos
Essa força que ajuda a respirar sem a necessidade de oxigênio
A alma, maravilhosamente clara, impede os “demônios” de torturá-la
É quando queremos alcançar a altura máxima da nossa criatividade
Espero que tenhamos esse estábulo pra trabalhar nossas necessidades
Essas reflexões trazem felicidade e limpam o fino vidro
Esses olhos mostram o quão profundos somos, cheios de sombras do fogo de mil Supernovas
Quem vai desejar ver a vida através dessas alucinações, pra que elas massageiem as vísceras a um estado de eterno fluxo?!
A beleza é multiplicada na contemplação da efervescência multidimensional
Transístores me levam aonde a vaidade nunca iria
Atmosfera em chamas, com correntes de etileno, para um doce sorriso
Ninfas de madeira respingam o caminho com pétalas de rosa, enquanto dançamos
E rondam a luz da lua, enfeitadas com lantejoulas, como se fossem as estrelas do início de tudo." (Everton Cinelli)

Texto e edição: Everton Cinelli
Cenas - SpaceRip
Música - Good Weather for an Airstrike - "Goodnight, Boogaloo"

quinta-feira, 15 de março de 2012

Máscaras

[Everton Cinelli]

Aquela velha porta foi se abrindo vagarosamente, enquanto eu me perguntava o porquê de estar ali. Eu entreguei meus sonhos e destruí minha vida por um sorriso seu. Me parece muito estranho experimentar as maravilhas desse “sentir”, comendo diariamente dor e decepção no jantar.
Eu visto minha máscara e caminho pela cidade dos fantoches, estão todos comigo, e são todos eu e eu sou todos eles: perdidos estamos, vagando puros e justos no mar das manipulações e mentiras... Mentimos para nós mesmos, fingimos acreditar por que temos medo de sermos responsáveis pela vida, escolhemos essa vida por que as opções eram REJEITAR E LUTAR ou ACEITAR E CULPAR. Por isso existe deus, por isso existe o diabo, em cada lugar com um nome diferente, mas pelos mesmos motivos.
Vamos bebendo o delicioso vinho doce de nossas frustrações, baseadas nas inverdades que vivemos sempre. 





sábado, 10 de março de 2012

Filhos do Segredo



[Everton Cinelli]

Mais um dia na cidade triste, mais um momento, um flash, um simples abrir e fechar de olhos, e se perde toda uma vida.
Os homens construíram fortalezas que nunca os protegeram de si mesmos, eles forjaram um mundo baseado no fim, um mundo baseado na perda. Aprendemos a convencer e nos esquecemos de dividir, por que rejeitar se tornou mais importante que abraçar... Quem disse que mentir seria o melhor caminho? Existem rachaduras na estrutura da vida como nos foi apresentada, existem fissuras no espírito maior que vaga esguio e altivo pelo mundo, existem flores mortas no jardim do criador.
Eu observo a silhueta, ainda calma e silenciosa, caminhando com suas asas, pisando em nuvens, colhendo estrelas de um anoitecer distante ainda. Ela olha pra esse mundo, lembrando o que ele já foi, e do que ele representa. Chora, e seu choro é tempestade... Fala, e sua voz é ventania!
Filhos do segredo, amantes involuntários da superficialidade. Quem nos fez assim? Quando foi que tudo perdeu o sentido?