quarta-feira, 28 de março de 2012


quinta-feira, 15 de março de 2012

Máscaras

[Everton Cinelli]

Aquela velha porta foi se abrindo vagarosamente, enquanto eu me perguntava o porquê de estar ali. Eu entreguei meus sonhos e destruí minha vida por um sorriso seu. Me parece muito estranho experimentar as maravilhas desse “sentir”, comendo diariamente dor e decepção no jantar.
Eu visto minha máscara e caminho pela cidade dos fantoches, estão todos comigo, e são todos eu e eu sou todos eles: perdidos estamos, vagando puros e justos no mar das manipulações e mentiras... Mentimos para nós mesmos, fingimos acreditar por que temos medo de sermos responsáveis pela vida, escolhemos essa vida por que as opções eram REJEITAR E LUTAR ou ACEITAR E CULPAR. Por isso existe deus, por isso existe o diabo, em cada lugar com um nome diferente, mas pelos mesmos motivos.
Vamos bebendo o delicioso vinho doce de nossas frustrações, baseadas nas inverdades que vivemos sempre. 





sábado, 10 de março de 2012

Filhos do Segredo



[Everton Cinelli]

Mais um dia na cidade triste, mais um momento, um flash, um simples abrir e fechar de olhos, e se perde toda uma vida.
Os homens construíram fortalezas que nunca os protegeram de si mesmos, eles forjaram um mundo baseado no fim, um mundo baseado na perda. Aprendemos a convencer e nos esquecemos de dividir, por que rejeitar se tornou mais importante que abraçar... Quem disse que mentir seria o melhor caminho? Existem rachaduras na estrutura da vida como nos foi apresentada, existem fissuras no espírito maior que vaga esguio e altivo pelo mundo, existem flores mortas no jardim do criador.
Eu observo a silhueta, ainda calma e silenciosa, caminhando com suas asas, pisando em nuvens, colhendo estrelas de um anoitecer distante ainda. Ela olha pra esse mundo, lembrando o que ele já foi, e do que ele representa. Chora, e seu choro é tempestade... Fala, e sua voz é ventania!
Filhos do segredo, amantes involuntários da superficialidade. Quem nos fez assim? Quando foi que tudo perdeu o sentido?