sexta-feira, 18 de maio de 2012

AMA-GI





Isso tudo tem a ver com dor, a dor de sentir dor, entender o porquê da dor e DAR UM SENTIDO A DOR!
A gente cresce muito rápido por fora, e isso dá uma idéia falsa de armadura, de força.
Com as melhores das intenções fazemos pessoas que nos amam, e que amamos, provar do pior de nós.
Isso se deve ao núcleo de nossa educação, da forma como as “coisas” tem sido passadas pra humanidade ao decorrer de alguns milhares de anos.
Crescemos com medo, e com a insólita proposta de amadurecimento. Na verdade nos tornamos mais frios, mais suscetíveis ao que é simples e quase sempre irreal.
Uma vida onde estudamos, aí procriamos, e o nosso legado é sempre uma soma de números cansativos e repetitivos. Sempre achamos que somos essa peça que resta, essa resposta à própria vida, uma espécie de solução, mas dependemos do meio, dependemos do contexto, e (pior ainda) de outros como nós. A solidão é uma idéia, assim como a liberdade e, se a liberdade é uma idéia, ser livre não passa de um estado contextual e nunca, nunca existencial. Tudo o que somos antes é virtual, imaginado, antes criado num mundo isolado do físico, longe das mentiras, e mesmo que seja mentira, é real dentro do nosso coração. Mas quando queremos exteriorizar esse mundo nosso, essas nossas flores irrigadas com sangue, desprezo, distância, angústia, lutas em demasia... Ahhh, o outro nunca enxerga nosso jardim destruído com o devido respeito.
Todos acham que tudo o que temos a oferecer é um campo desordenado, que precisa de um guia, de uma fonte... Quando apenas somos essas crianças, que acordaram cedo ou tarde demais, que se vestiram de "humanos melhores",
mas são apenas esses humanóides sem uma definição de si.
O problema da moral, como conhecemos, é que ela nos torna juízes, quando na verdade não sabemos nem mesmo se existe uma verdadeira lei.
O que seria certo ou errado? Será que afinação não é tudo o que está desafinado?
Meias verdades, meios sonhos, meios desejos não constroem pontes, nem derrubam muralhas.
Qual é fogo dos teus dias? Qual é a chama da tua vida?
A luz fere os olhos que vivem na escuridão, e engana os viajantes sem rumo.
Às vezes nos fazemos de "mais um" por não suportar uma vida solitária, de poucas alegrias, dadas tantas mentiras a nossa volta.
Mas eu te pergunto: Pelo quê você desperta todos os dias? 
Você está de pé, mesmo destroçado? Significa que existe força.
Se você quer as coisas do alto, não busque embaixo. 


sábado, 12 de maio de 2012

Talking with Miguel Michalski

"... Seria mais simples ser mais um no gado, porque, às vezes eu me acho meio insolente. Paro pra analisar, sou um fudido, que mora numa merda de lugar e cheio de palavras, contradizendo coisas ditas a milênios, achando que pode ser uma peça na mudança generalizada, e às vezes eu quero mais é que se foda... Aí perco o sono, choro sozinho em casa pensando e analisando o mundo, tentando achar um jeito de despertar os demais...
E penso que não podemos passar uma ideia de liberdade, porque nem mesmo conhecemos a liberdade, e, se liberdade é uma ideia, depende de contexto... Não me parece a verdade que andava nua antes das mentiras virarem verbo!" 


(Trecho de uma conversa minha com o produtor da banda =) )

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Psicossomáticas Flores


"Piscar revela a verdadeira visão da beleza escondida dentro dos olhos
Essa força que ajuda a respirar sem a necessidade de oxigênio
A alma, maravilhosamente clara, impede os “demônios” de torturá-la
É quando queremos alcançar a altura máxima da nossa criatividade
Espero que tenhamos esse estábulo pra trabalhar nossas necessidades
Essas reflexões trazem felicidade e limpam o fino vidro
Esses olhos mostram o quão profundos somos, cheios de sombras do fogo de mil Supernovas
Quem vai desejar ver a vida através dessas alucinações, pra que elas massageiem as vísceras a um estado de eterno fluxo?!
A beleza é multiplicada na contemplação da efervescência multidimensional
Transístores me levam aonde a vaidade nunca iria
Atmosfera em chamas, com correntes de etileno, para um doce sorriso
Ninfas de madeira respingam o caminho com pétalas de rosa, enquanto dançamos
E rondam a luz da lua, enfeitadas com lantejoulas, como se fossem as estrelas do início de tudo." (Everton Cinelli)

Texto e edição: Everton Cinelli
Cenas - SpaceRip
Música - Good Weather for an Airstrike - "Goodnight, Boogaloo"