domingo, 10 de junho de 2012


[Everton Cinelli]

▲ A canção toca no velho rádio, e eu apenas consigo ficar aqui, sentado frente a velha mesa, com um punhado de papel e um lápis contorcido. E essa voz, ainda viva, toma minha audição, fazendo tudo a minha volta parecer um quadro surrealista. Eu queria prometer promessas de eternidade, queria amar amor de infinito, mas hoje há só essa dor, essa fresta por onde esvaem todos os minutos onde cada segundo era uma imensidão atemporal. A canção vai nascendo, livre, linda, triste, dura, implacável e verdadeira... Falando de amor, falando de liberdade, falando de como somos quando nada somos, e de como precisamos desse abraço, ah, como precisamos desse abraço! O amanhã é ainda desconhecido pra mim, mas por hoje isso é tudo o que sou: um menino-homem em busca do afago primordial, o cara que canta as verdades que conhece e vive pelas verdades que sua alma enobrece. Quando abriu-se a bíblia dos sonhos, as portas jamais se fecharam. Luz, esteja entre nós, Amor, caminhe conosco, Liberdade guie-nos!! ▲