sábado, 21 de julho de 2012

O Exército-De-Um-Homem-Só


Eu vi todos eles, juntos na aurora
Desprendidos da dor, desgarrados da ausência
Eles são fortes, simples e honestos
Eles amam seus filhos, eles oram aos seus deuses
Eles choram pelas criancinhas da África
Tem tanto respeito pelos animais
... Mas são tão irreais
Nossos heróis virtuais, os santos-sem-rosto

Essas ruas, desertas de vida... Desertas de sonhos
Nada mais que irradiação de protoplasma verbal desnecessário
Insultos ao que é puro e tão essencial
Músicas com acordes de mentira
Eles cantam mentiras! Vendem a alma, e menosprezam a beleza!

Mas as montanhas ainda conhecem os guerreiros
Falam seus nomes ao vento, e ele leva pelos mundos
As árvores conhecem seus rostos, as águas correram em seus corpos
Ninguém pode enganar os olhos do sol, ninguém pode mentir diante das estrelas do início
 E eu apenas espero, aliás, luto pra que, um dia, saibamos o que vale a luta... Pelo que vale a pena levantar todos os dias, e respirar...



Um comentário:

Priscilla Cabett disse...

Que resgate da essência, da natureza e da verdadeira significância da vida!
Parabéns por enxergar, sentir e passar a diante o que hoje é raro e oculto dentro de nós mesmos.