quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A Manhã


 
Mais um dia aqui, sentado diante do tempo
Tocando feridas, abrindo janelas da alma
Sangrando em silêncio, abafando os gritos
Por toda essa vida,  por todos esses sonhos
Eles teceram a frágil lembrança
Mas esqueceram que somos fortes
Eles bajulam o corpo
Mas sabem que o espírito persiste.

Eu ouvi alguma triste canção longe
Conseguindo penetrar por algum canto dessas paredes frias
 Reiventando parte de mim, enquanto tudo mais se degenera
E todo o tempo, nada mais é que irrealidade em forma de matéria
No jardim desses deuses todos
Esse menino corre nú, sem medo, abraçando a vida na totalidade
Ao mesmo tempo seu corpo em vida, morre!
Porque todos só enxergam a pele, todos ignoram a essência

As luzes da cidade não alegram seus olhos
Ele prefere a lua, ele é amante das estrelas
Esse homem-menino ainda escuta as vozes da manhã
Ainda reconhece os traços da verdade em tudo a sua volta
Ele ainda olha com olhos de criança
Não vê o que o mundo espera que ele veja
Ele tem apenas essa luz gerando horizontes
E esse é todo o seu tesouro
... Todo seu tesouro!




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