sábado, 21 de dezembro de 2013

Em Uma Doce Tarde...





Esses sorrisos, esses abraços, tênues barreiras
Essas lembranças, um punhado de papéis sobre a mesa
Um toque discreto, alguma mensagem amenizadora?
A campainha soa livre de remorsos... Há alguém chamando?
E amor... Você tem aí para repartir entre nós?
Luz... luz você tem?
Por favor, por favor... Diga que dessa vez existe mais que apenas palavras
Viu o noticiário? Hoje chove, e o vento frio vai roubar nossa esperança
Porque a demanda da vida tem aumentado, mas a verdade diminuído
Queremos deuses? Heróis? Ou apenas amigos??
Não, não passe sem notar, vire o rosto... Poderia ser você ali, esmolando seus amanhãs
Sinta, ao menos ouça! É tão bonita a cor do céu em seus olhos
Encontraremos certeza, ou faremos mais caprichadas perguntas?!
Porque eu sinto isso tão intensamente, aqui sozinho, junto de todos vocês
É uma melodia triste, mas tão graciosamente encorajadora
Vamos pular sem medo, e doar toda nossa energia por alguma causa revolucionária
Mas revolucionaremos nossos corações também?
Cometam o crime de amar! Sejam o réu nesse tribunal!
Te acusarão porque você não se deixou levar... Vá no refluxo, vai doer...
Mas o mundo irá se curar através do sacrifício de alguns!

sábado, 15 de junho de 2013

Um discurso frente a chuva...

"Parece que o mundo mudou
Tanta gente aceitou, que parecia o certo
Mentiram tantas vezes, que a verdade agora é falsa
Ergueram no alto o símbolo da destruição
É feito de cifrão em cifrão
Rejeita o coração, mas a adorna a redenção
Então todos nós, do inocente ao incoerente, estamos marcados
Fadados ao cinismo, a falsa pretensão de revolução
O que eu posso fazer, além de tocar mais uma linda canção?
O que eu deveria dizer quando o adeus é apenas uma distração?
Me perdoe por amar como amo
Me perdoe por gostar do som da chuva
Por rejeitar essas frases feitas
Por querer correr sabe-se lá pra onde...
Todos, todos estamos na escuridão
Mas alguns de nós miram as estrelas
Com olhos determinados, buscadores
Alguns de nós se importam com o generalizado
Que seja um rito, que seja um grito
Por que a minha alma apenas sangra, alimentando ruas vazias
E, quem diria, aqui estamos nós... Tão sós
Reunidos em solidões... Nos abraçando via web
Estamos amando por chat, definhando inbox
São esses nós que machucam o espírito
... Eu apenas sento na minha varanda
Diante de uma terra estranha
Com um copo de vinho, algumas paginas velhas
Um velho disco e seu som, dançando na esfera da vida
Espero companhia pra essa tarde, sente-se aqui
Vamos sorrir sem motivo, apenas hoje esquecer as contas e os contos
Dane-se a demagogia: um dia tudo isso vai acabar
... Então: Junte-se a mim..."


Everton Cinelli

domingo, 12 de maio de 2013

Esperança?



(Everton Cinelli)


Risos voluntários entram pela sala
Um sacrifício tenro, pra um dia como todos os outros
A hipernova exprime criação
E a minha nebulosa desfere beleza diante do caos
O fascínio diante do cotidiano
A putrefação da essência perante o absurdo
A inesperada sensação de esperança
Como se luzes dançassem no vácuo...
Gerando traços de um novo começo.