sexta-feira, 12 de setembro de 2014

A Valsa da Noite

(Everton Cinelli)

Mais uma noite, mais uma brisa
Uma valsa, uma tímida tentativa
Uma breve chama solitária
Uma tremeluzente estrela na parede
Os sonhos são tênues lençóis bagunçados
... Marcas, feridas, símbolos
Amor demarcado num tronco da floresta escura
Um império que cai... Na insurgência do silêncio

Transpassando a treva da noite
O canto mudo da eternidade
Um sopro delicado, forte como uma explosão
Devora nossos prantos, se alimenta do adeus
A busca pertinente, uma canção
Abraço no vazio, brusca colisão
Astronautas e pássaros no céu antigo
Flores novas no porão

Essa lágrima tem a idade da vida
E corre através de montanhas
Rios efêmeros, de água pura
Ensinamento ancestral sobre o futuro
Marchas no taciturno dia
Soldados e árvores
Caminham lado a lado
... A revolução chegou!